terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Por onde andei?

Andança...


Vim tanta areia andei


Da lua cheia eu sei, uma saudade imensa


Vagando em verso eu vim vestido de cetim


Na mão direita rosas vou levar


Olha a lua mansa a se derramar


Ao luar descansa meu caminhar


Meu olhar de festa se fez feliz


Lembrando a seresta que um dia eu fiz


Já me fiz a guerra por não saber


Que esta terra encerra meu bem querer


E jamais termina meu caminhar


Só o amor me ensina onde vou chegar


Rodei de roda andei, dança da moda eu sei


Cansei de se sozinha


Verso encantado usei, meu namorado é rei


Nas lendas do caminho


Onde andei


No passo da estrada só faço andar


Tenho a minha amada a me acompanhar


Vim de longe léguas cantando eu vim


Já não faça tréguas, sou mesmo assim


Me leva amor


Por onde for quero ser seu par





Danilo Caymmi

terça-feira, 9 de dezembro de 2008


Chegou o final de mais um ano... Um momento de reflexão do que plantamos e do que colhemos, pois somos os resultados de todas as vivências que nos fazem crescer e melhorar enquanto pessoas,e mais rapidamente no caso dos momentos que nos causam dor. Mas não quero refletir sobre o ano que passou... Quero abrir a janela do próximo ano e fazer um novo ano de fato. "Renovar"

Caminhar com antigos amigos e conhecer outros tantos. Encarar as mudanças e suas consequências. Mudar de posição observando o mundo a partir de outros ângulos. Usar melhor meu potencial mental estudando e aprendendo mais. Cumprir as promessas já feitas e listar novos desejos. Fazendo um "trato comigo mesma" como rir mais, chorar menos, brincar muito, falar o necessário e saber ouvir. Ler bons livros, curtir boas musicas. Perdoar sempre. Não ser indiferente aos fatos da vida, mas ter um olhar diferente para as coisas. Quero encontrar sonhos, sorrisos e emoções em cada história contada. Que sejam guardadas no coração dos pequenos, a poesia, o colorido e o cheiro bom do mundo da fantasia. Estas, as ferramentas para que reconstruam seu mundo real.
Quero encontrar meu Deus e sentir a paz. Sentir a vida e dar um sentido a ela. E que, no próximo ano, sobrem motivos para comemorar.

sábado, 29 de novembro de 2008

Liberdade cura



Levanta oh, inseto... O poder não é um objeto que possa ser dado a vc
O poder tem que ser é tomado, pois ninguém lhe entrega de bom grado
Levanta a cabeça doidão, vc está com tudo na mão
Não peça dinheiro que eu não dou
Pois de dinheiro eu não tenho usura
Mas se vc tiver doente
pode crer q liberdade cura


RAULLLLLLLLLLLLLL

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O meu amor!


O meu amor tem um jeito manso que é só seu

E que me deixa louca quando me beija a boca

A minha pele toda fica arrepiada

E me beija com calma e fundo

Até minh'alma se sentir beijada


O meu amor tem um jeito manso que é só seu

Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos

Com tantos segredos lindos e indecentes

Depois brinca comigo, ri do meu umbigo

E me crava os dentes


Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz

Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz


O meu amor tem um jeito manso que é só seu

Que me deixa maluca, quando me roça a nuca

E quase me machuca com a barba mal feita

E de pousar as coxas entre as minhas coxas

Quando ele se deita


O meu amor tem um jeito manso que é só seu

De me fazer rodeios, de me beijar os seios

Me beijar o ventre e me deixar em brasa

Desfruta do meu corpo como se o meu corpo

Fosse a sua casa


Chico Buarque

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A insustentável leveza do ser...

"... Para Tereza, o livro era sinal de reconhecimento de uma fraternidade secreta. Contra o mundo de grosseria que a cercava, não tinha efetivamente senão uma arma: os livros que pedia emprestados na biblioteca municipal; sobretudo os romances: lia-os em quantidade, de Fielding a Thomas Mann. Eles não só lhe ofereciam a possibilidade de uma elevação imaginária, arrancando-a de uma vida que não lhe trazia nenhuma satisfação, mas tinham também um significado como objetos: gostava de passear na rua com um livro debaixo do braço. Eram para ela aquilo que uma elegante bengala era para um dândi do século passado. Eles a distinguiam dos outros..."
Milan Kundera


Esse trecho do livro chama a minha atenção em particular, recordo-me de minha adolescência (oh, céus achei que não fosse sair dela). Quando andava com vários livros embaixo do braço, não porque o professor exigia, mas sim porque queria ser apenas diferente... E a impressão que tinha era que as pessoas me teriam uma visão diferente de mim, e sim eles para mim foram como uma bengala!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Bilhete






















Se tu me amas, ama-me baixinho.

Não o grites de cima dos telhados...

Deixa em paz os passarinhos!!! Deixa em paz a mim!!!

Se me queres, enfim... Tem de ser bem devagarinho... Amada...

Que a vida é breve... E o amor... Mais breve ainda...



Mario Quintana

Queres amar?


Assuma os riscos!



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E tenham uma boa tarde!